Câncer e Emoções


Há condições emocionais que favorecem o aparecimento de câncer? Os estudos apontam para uma resposta afirmativa, embora haja muita resistência no meio acadêmico.

 

O QUE É CÂNCER

"Mulher Chorando" (1937) de Pablo Picasso. Que profunda tristeza sinto ao contemplá-lo!: Câncer é um termo genérico atribuído a multiplicação desordenada das células em órgãos ou tecidos do corpo. As células cancerosas crescendo anormalmente formam tumores. Os tumores malignos desenvolvem-se mais freqüentemente em órgãos importantes como, pulmões, mamas, intestinos, pele, estômago ou pâncreas, mas também podem surgir nos meios nasais, testículos ou ovários, lábios e línguas. As células cancerosas levadas pela corrente sangüínea a um outro órgão mais distante e ali se instalando, e passando a reproduzir-se, podem formar um novo tumor. Esse fenômeno é chamado de metástase. É exatamente nessa disseminação do tumor que reside a gravidade da doença. A partir de uma única célula todo o organismo pode vir a ser gravemente afetado. Existem várias causas para o câncer. Dentre elas estão: o fumo, as radiações ionizantes, alimentação inadequada, etc.

 

HAVERÁ FATORES EMOCIONAIS NO SURGIMENTO DO CÂNCER?

A Dra. Helen Flanders Dunbar do Royal College of Surgeons crê ser a resposta afirmativa. Ela apresentou um trabalho mostrando a relação entre estados emocionais e o câncer. Um colega seu leu o trabalho. Mostrou-se cético quanto a possível justificativa psicossomática no desenvolvimento do câncer. Tempos depois, após suas próprias observações, convenceu-se que certos traços da personalidade desempenham papel importante na relação dessa doença.

Dra. Dunbar narra o caso, por exemplo, de uma mulher que vivia sonhando que mordia o seio de sua mãe, provocando o surgimento de nódulos. Um tempo depois, o sonho mudou. Começou a sonhar que havia nódulos em seu próprio seio. Desse modo, procurou o médico para verificar o que havia. Ao ser examinada, nada foi encontrado. Chegou-se a conclusão que a mulher sofria de cancerofobia (medo patológico de câncer). Entretanto, não tardou que, de fato, surgisse realmente um tumor cancerígeno no seio.

Não vamos pensar que todos os casos de câncer tenham origem na psique. Aliás, cabe ressaltar que os estudos até agora não são conclusivos, contudo, há estatísticas apontando para a predisposição de certas pessoas ao câncer.

 

LESHAN

Os estudos feitos revelam que a visão típica do canceroso é de certo desespero, trabalho penoso e difícil para viver, visão de futuro trágica, insatisfação existencial, é como se a vida fosse um fardo pesadíssimo que ele tem que arrastar por sua sofrida existência.

Dr. Lawrence LeShan é psicólogo do Instituto de Biologia Aplicada de Nova Iorque, EUA. Por meio de seus estudos e pesquisas verificou que dos doentes cancerosos três em cada quatro manifestavam desesperança perante a vida. Jamais sentiram prazer pela vida ou descobriram o verdadeiro valor da sua existência. Os vitimados por câncer, nesses estudos, estavam plenamente convencidos da inutilidade de seus esforços. Sendo fadado ao fracasso. LeShan verificou que a  maioria dos pesquisados, quando crianças, tiveram uma vida isolada e solitária ou sofreram grande trauma por motivo da morte de seus pais ou irmãos. Ele constatou que o surgimento do câncer ocorria em um período variável entre seis meses a oito anos após o fato traumatizante.

 

SCHAMALE E IKER

Drs. Arthur Schamale Jr. e Howard Iker são médicos do Centro Médico da Universidade de Rochester. Eles realizaram um estudo com 51 mulheres hospitalizadas com suspeita de câncer. Elas foram submetidas a biópsias para verificar se as alterações seriam benignas ou malignas. As observações indicaram que muitos casos não seriam de câncer. Os médicos concordaram com a idéia da qual o desespero fazia parte da propensão ao câncer. Sem conhecer os resultados das biópsias Drs. Schmale e Iker procuraram prever quais daquelas 51 pacientes teriam realmente câncer. Para isso levaram em consideração a manifestação de desespero ou não, de cada uma delas. Após a entrevista com fundamento psicológico, procurando ver a história de vida de cada uma chegaram a conclusão que algumas teriam câncer e outras não. Após as biópsias verificaram surpresos que dos 51 casos eles acertaram 36, baseando-se tão somente nos traços psicológicos das pacientes.

Extrato da lição 1 do Curso de Anatomia Para Terapeuta. Mais info, clique aqui.
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